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Julgamento de Imagem

Foto por @chikolaev

Halo! Quero-te dar aqui uma novidade, criei um compromisso comigo, e agora que vou publicar vai ser um compromisso público. Irei criar um post no Journal mensalmente. Podes contar com os meus artigos no dia 22 de cada mês, até às 22:22 horas (sabeeees…). Então hoje decidi falar sobre julgamento ligado à Imagem.

Sinto esta necessidade para que as pessoas compreendam que trabalhar a sua imagem não é uma questão de futilidade. Para mim, é uma questão de reencontro e conexão com o eu, pode ser uma ferramenta muito valiosa para o teu dia-a-dia.

A roupa surgiu primeiramente como forma de protecção do corpo, no tempo da Pré-história o homem começou a cobrir o corpo com peles para se proteger do frio. Começaram a ser criados adereços dos dentes, ossos, penas, entre outros, dos animais caçados e, é aqui que começam a surgir os primeiros factores diferenciais de status numa tribo. Os grandes caçadores eram identificados pelos seus adereços, assim como os restantes elementos com maior autoridade, de uma tribo, começaram a ser diferenciados através deste tipo de adornos. 

Durante a Antiguidade a diferenciação social é muito vincada no Antigo Egipto, onde à parte das grandes construções (vamos focar na Imagem Pessoal) começam a ser exploradas as fragrâncias, a utilização de maquilhagem e perucas para os membros da elite. Por norma, os escravos não usavam roupa, e a maior parte das pessoas vestiam-se com peças de linho (conforto devido ao elevado calor), os materiais provenientes de animais como a lã eram tidos como impuros e apenas os ricos usavam fibras provenientes de animais (estes tecidos eram considerados tabus) mas eram proibidos em templos e santuários. Os faraós costumavam usar peles de animais, geralmente leopardo ou leão, como sinal da sua posição.

Por isso, a diferenciação de status vem desde os primórdios da nossa história. E nos dias de hoje a roupa ainda serve como diferenciador de status, apesar de existir moda mais acessível e diversa para pessoas com menos posses, os materiais e acabamentos acabam por transmitir a qualidade das peças. A imagem serve também como ferramenta de auto-promoção.

Nós somos seres sociais e após uma pandemia temos bem noção da importância da sociabilização. De uma forma muito primitiva o ser humano tem tendência a agrupar-se/escolher pessoas semelhantes a si. Temos este mecanismo de defesa e esta necessidade de organização mental (devido aos perigos pré-históricos, aquando do aparecimento de seres diferentes à nossa espécie) que nos ajudam a julgar e identificar comportamentos. Certamente escolheste o teu grupo de amigos na escola, e certamente existiu alguém que foi excluído do grupo. (Infelizmente isto ainda continua a acontecer).

Com isto quero dizer que, com a evolução do ser humano continuamos a encontrar esta necessidade de nos agrupar consoante os nossos padrões, que deixam de ser meramente visuais (infelizmente ainda acontece) mas passam para os interesses e gostos pessoais. Por outro lado gostamos de nos destacar, querendo mostrar uma diferença, um ser único e autêntico. Exigências de uma nova sociedade que adaptada ao mundo digital vive cada vez mais de imagem, likes e seguidores.

Sabias que demoramos entre 1 a 4 segundos a julgar a imagem de alguém? Provavelmente aquele sinal de alerta do nosso cérebro reptiliano: “Aceitamos na tribo, ou não?”

Obviamente que nos dias de hoje, conversando e conhecendo melhor a pessoa este primeiro julgamento é descontraído. Mas pergunto-te quantas vezes dás por ti a comentar a roupa, imagem, cabelo, estilo de uma outra pessoa (desconhecida) na rua? Pois é… são muitas mesmo, eu sei que sim. Ainda temos muito para trabalhar.

Vivo nesta utopia que um dia iremos deixar de julgar as pessoas pelo que elas aparentam, e as pessoas podem ter a real liberdade de se vestirem como quiserem.

Mas pronto, temos julgamento… e por isso, podemos concluir que a nossa Imagem transmite algo. A sua interpretação vai depender tanto de quem usa a roupa como das experiências pessoais de quem a observa, pois estas experiências pessoais criam crenças, e a partir daqui é feita a sua interpretação.

E por fim deixo-te 5 dicas para te protegeres deste julgamento:

1 – Sentires-te segura de ti! Como vais trabalhar a tua confiança e a tua auto-estima? Quando te sentes segura ninguém te pode impedir de avançar.

2 – Saberes o que queres transmitir e como o vais transmitir através da tua imagem (quais as peças/cores que representam isso?).

3 – Conheceres o teu Estilo Pessoal. Não vais agradar a toda a gente, nem é esse o intuito. O teu Estilo Pessoal bem definido vai alinhar-te com a vida/ambiente que queres viver. Inevitavelmente essa busca vai começar a alinhar o resto à tua volta.

4 – Pessoas + Felizes são Pessoas + Eficazes.

5 – Não te preocupes tanto com o que os outros pensam / aprende a dizer não.

Espero que tenhas gostado! Deixa o teu feedback aqui nos comentários! E se achas que alguém precisa de ler esta palavras… vai em frente partilha com essa pessoa 😉

Beijinhos xxxx

22:22

Comments

  • 29 Abril, 2022
    Cristina

    Parabéns Leonor, um excelente artigo 👏🏼👏🏼 Não paras de surpreender 🤩

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